A Lua flui pelo rio dos Peixes. Signo duplo, que matematiza, acrescentando 's' ao final de todas as coisas. Signo plural, e milagrosamente multiplicador. • A redundância é uma forma de fazer o plural. A Lua, por exemplo, é lunática. Ainda mais quando nada com os Peixes. Nada, nada, nada. Não fazer nada é multiplicar o vazio. • Peixes nunca é pouco. • As horas dos dias, quando submersas neste signo, põem-se a imaginar... As imagens que as escamas dos Peixes refletem multiplicam os sentidos. • Um lugar no zodíaco para imensos encantos. • No mar da comunicação, Peixes morre pela boca. • A sede de Peixes faz com que ele caia de boca no anzol, iludido pela primeira oferta dada, sem a malícia, sendo governado apenas pelos benéficos. • Peixes, surrealisticamente, respira debaixo d'água, mas morre pela boca. Morre e mata pela boca. Seus beijos, de proporções atlântidas, deixam qualquer um com falta de ar. • Não tente agarrar o dia com as mãos. A Lua escorrega em Peixes. • Lispector: "perder-se também é caminho". • Cortázar: "Andávamos sem nos procurar mas sabendo que andávamos para nos encontrar".
(Adaptação do texto da Astróloga Mariana de Oliveira Campos)

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